Esta página é para quem quer um papel. Um certificado para pôr no currículo, mostrar na entrevista ou juntar horas complementares na faculdade. O curso importa, claro, mas o que manda aqui é o que o certificado prova e quem consegue conferir.
Quem deve pular esta página
Quem precisa de diploma. Nenhuma das cinco plataformas que a gente compara dá graduação ou pós reconhecida. São cursos livres, e o Coursera Plus deixa as graduações de fora do plano, com todas as letras. Se a vaga ou o concurso pede diploma, procure a faculdade, não o curso online.
Também pode pular quem quer aprender por gosto, sem se importar com o papel. Para isso, a página de hobby resolve melhor.
A nossa escolha: a Escola Virtual da Fundação Bradesco
Parece estranho começar pela grátis numa página sobre certificado. Mas é ela que tem o certificado mais fácil de conferir entre as cinco.
O motivo é simples. Para ganhar o papel, você precisa acertar pelo menos 70% da prova final. Ele traz um código de 32 caracteres, e qualquer pessoa pode conferir esse código na área de validação do site. Quem recebe o seu currículo consegue saber, em um minuto, se o papel é de verdade. Para um recrutador desconfiado, isso conta.
Além disso, as áreas são as que pesam no primeiro emprego: produtividade, análise de dados, programação, negócios. E o custo é zero.
O cuidado é um só, e pouca gente sabe: o certificado tem validade de dois anos. Pôr no currículo um que já venceu pega mal. Anote a data.
Se o nome no papel pesa: o Coursera Plus
O que você paga no Coursera é o nome. A plataforma diz reunir mais de 350 universidades e empresas, e os cursos vêm delas. Para algumas vagas, um certificado profissional com nome de empresa conhecida diz mais do que dez cursos soltos.
E o plano não limita. Cada curso, projeto ou certificado profissional que você termina vira um certificado. Para quem quer juntar três ou quatro no ano, isso faz diferença no bolso.
Dois cuidados. O primeiro: parte do catálogo, e da própria página de assinatura, está em inglês. Confira se o curso que você quer tem versão em português antes de pagar. O segundo: quem pede o reembolso do plano anual nos primeiros 14 dias perde o certificado que tirou nesse prazo. Não dá para assinar, tirar o papel e pedir o dinheiro de volta.
E as outras três?
A Alura também dá certificado e diz que ele é “reconhecido pelo mercado”. Na área de tecnologia, a trilha organizada em carreiras ajuda a contar uma história no currículo: não um curso solto, mas uma sequência. O peso disso depende de quem lê.
A Udemy dá certificado de conclusão só em curso pago. A própria Udemy diz que não é instituição acreditada. Serve para mostrar que você terminou, mas não tem código de conferência como o da Escola Virtual nem o nome de universidade do Coursera.
O Domestika dá um certificado assinado pelo professor. É bonito e pessoal, e combina mais com portfólio criativo do que com vaga de escritório.
O papel na mão: três perguntas antes de começar
Antes de escolher, responda para você mesmo:
- Quem vai ler esse certificado? Recrutador de empresa grande, coordenação de faculdade e cliente de trabalho criativo leem coisas diferentes.
- Ele precisa de conferência? Se sim, prefira o que tem código de validação.
- Em quanto tempo você precisa dele? Para algo rápido, um curso curto de graça resolve. Para montar um currículo de área nova, junte uma sequência.
Um aviso que vale para todas: horas complementares dependem da regra da sua faculdade. Pergunte à coordenação qual tipo de curso ela aceita antes de fazer, e não depois.
Resumindo
Comece pela Escola Virtual, porque é grátis e o certificado se confere por código. Precisa de um nome forte no papel e vai fazer vários? Aí o Coursera Plus passa a valer o que custa. Nosso conselho: leve o certificado em PDF e o link de validação juntos. Quem confere não precisa pedir nada a ninguém.

